Logo
Print this page

Cavaco Silva indigita Pedro Passos Coelho para primeiro-ministro

Cavaco Silva indigita Pedro Passos Coelho para primeiro-ministro

O Presidente de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, anunciou nesta quinta-feira, numa comunicação ao país que indigitou o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, para o cargo de primeiro-ministro.

 

"Lamento profundamente que, num tempo em que importa consolidar a trajectória de crescimento e criação de emprego e em que o diálogo e o compromisso são mais necessários do que nunca que interesses conjunturais se tenham sobreposto à salvaguarda do superior interesse nacional", afirmou o chefe de Estado.

Neste contexto, acrescentou, depois de ouvir os sete partidos com assento parlamentar e tendo presente que nos 40 anos de democracia portuguesa a responsabilidade de formar Governo foi sempre atribuída a quem ganhou as eleições: "Indigitei hoje, como primeiro-ministro, o doutor Pedro Passos Coelho, líder do maior partido da coligação que venceu as eleições do passado dia 04 de Outubro", anunciou.

"Tive presente que nos 40 anos de democracia portuguesa a responsabilidade de formar Governo foi sempre atribuída a quem ganhou as eleições.

Assim ocorreu em todos os actos eleitorais em que a força política vencedora não obteve a maioria dos deputados à Assembleia da República, como aconteceu nas eleições legislativas de 2009, em que o Partido Socialista foi o partido mais votado, elegendo apenas 97 deputados, não tendo as demais forças políticas inviabilizado a sua entrada em funções", lembrou.

Num discurso de dez minutos, o Presidente da República falou quer das negociações ocorridas entre a coligação PSD/CDS-PP e o PS, quer das conversações entre o PS com os partidos mais à esquerda (BE, PCP e BE), lembrando que na comunicação ao país que proferiu há cerca de duas semanas afirmou que o país necessitava de "uma solução governativa que assegure a estabilidade política".

Entre as ‘balizas' que colocou na altura ao futuro Governo, Cavaco Silva apontou a necessidade da solução governativa ter de respeitar os compromissos históricos assumidos pelo Estado e as grande opções estratégicas adoptadas desde a instauração da democracia.

Contudo, continuou, numa referência às conversações entre a coligação PSD/CDS-PP e o PS, "os contactos efectuados entre os partidos políticos que apoiam e se revêem no projecto da União Europeia e da Zona Euro não produziram os resultados necessários para alcançar uma solução governativa estável e duradoura".

"Esta situação é tanto mais singular quanto as orientações políticas e os programas eleitorais desses partidos não se mostram incompatíveis, sendo, pelo contrário, praticamente convergentes quanto aos objectivos estratégicos de Portugal. Daí o meu repetido apelo a um entendimento alargado em torno das grandes linhas orientadoras de política nacional", argumentou.

Vincando a ideia que PSD, CDS-PP e PS são "forças partidárias europeístas", o Presidente da República considerou "tanto mais incompreensível" que não tenham chegado a um entendimento quando, num passado recente aprovaram o Tratado de Lisboa, o Tratado Orçamental e o Mecanismo Europeu de Estabilidade, "enquanto os demais partidos votaram sempre contra".

Fonte:  Lusa

Last modified onFriday, 23 October 2015 20:26
Visaonews.com @ All rights reserved.