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Donald Trump promete transferir o poder de Washington DC para o povo

Donald Trump promete transferir o poder de Washington DC para o povo

Donald Trump tomou posse nesta sexta-feira como o 45° presidente dos Estados Unidos, prometendo retirar o centro do poder de Washington DC para o devolver ao povo.

No discurso de posse, Trump também se comprometeu a combater o crime, as drogas e o terrorismo. Sublinhou que reescreverá um novo capítulo sobre o papel dos EUA no mundo: América first (América em primeiro lugar). "Vamos reconstruir o país com mãos e trabalho de Americanos", disse Trump.
E acrescentou: "Vamos reforçar antigas alianças, formar novas e unir o mundo civilizado contra o terrorismo radical islâmico".
Homem de negócios e ex-astro televisivo, Trump promete ser um campão na criação de empregos e tornar o país mais proteccionista e menos aberto aos imigrantes.
"Tudo começa hoje", tuitou nesta sexta-feira pela manhã o magnata imobiliário nova-iorquino, a poucas horas de sua posse. "Verei vocês às 11h00 para o juramento. O MOVIMENTO CONTINUA - O TRABALHO COMEÇA!", afirmou.
Sua vitória, que deixou o planeta atônito, está ancorada sobretudo nos votos de uma classe trabalhadora branca que desconfia dos políticos tradicionais e que sente que a globalização a prejudicou, transferindo empregos do México à China.
Os aliados tradicionais dos Estados Unidos observam o magnata imobiliário nova-iorquino com inquietação: após uma campanha divisionista, o republicano Trump, de 70 anos, chega à Casa Branca com a menor popularidade de um novo presidente em quatro décadas.
Nas escadas do Congresso, Trump prestou juramento ao meio-dia local sobre duas bíblias: uma presenteada a ele por sua mãe, em 1955, e a de Abraham Lincoln, que lutou pela abolição da escravidão, também utilizada por Obama há quatro anos.
Três ex-presidentes estiveram presentes no acto de posse: Jimmy Carter, George W. Bush e Bill Clinton.
A esposa de Bill, Hillary, que perdeu para Trump a chance de se tornar a primeira mulher presidente dos Estados Unidos, também esteve presente.
Do outro lado, líderes do planeta se perguntam sobre como interpretar suas declarações, desmentidas muitas vezes por seus futuros ministros.
A ausência de hispânicos no gabinete não é surpreendente para um presidente que promete deportar entre dois e três milhões de imigrantes ilegais, construir um muro na fronteira com o México e cobrá-lo dos mexicanos talvez através de impostos às remessas de imigrantes.
E também quer renegociar ou eliminar o TLCAN, o acordo de livre comércio com México e Canadá, assim como o Acordo Transpacífico de Cooperação Económica (do qual são signatários Chile, México e Peru, entre outros), medidas que, junto à perda de investimentos, podem arrastar o vizinho do sul dos Estados Unidos a uma recessão em 2017.
Trump também pode voltar atrás na aproximação com Havana impulsionada por Obama e tudo indica que será mais agressivo com a Venezuela.
A partir de segunda-feira, seu primeiro dia oficial de trabalho na Casa Branca, são esperados vários decretos que desmantelarão medidas adoptadas por Obama, por exemplo em cobertura de saúde pública, e talvez em imigração.
"As coisas vão mudar", afirmou Trump na quinta-feira.
Visaonews com AFP

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