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Crise na China pode afectar crescimento económico de Moçambique

Crise na China pode afectar crescimento económico de Moçambique

A economia de Moçambique pode encolher devido à desaceleração do crescimento chinês, de acordo com a consultora Fathom Consulting, com sede no Reino Unido.

Desde Junho que o mercado das acções não pára de despencar na China e o governo do país já foi obrigado a desvalorizar a moeda nacional.
Em Moçambique o efeito começou a sentir-se já em 2014, quando se registou uma quebra nas exportações na ordem dos 22,8% (USD 1486 milhões), enquanto nas importações foi apenas de 1,2% (USD 6549 milhões), segundo dados do Banco de Moçambique (BM).
Para a China, Moçambique exporta tabaco, madeira, açúcar e algodão, todos com um valor superior a 100 milhões de dólares, mas as maiores receitas chegam da venda de alumínio, produto que originou cerca de USD 1052 milhões para os cofres do país, em 2014.
Carvão, gás natural e areias pesadas são outras matérias-primas cujas exportações para a China têm minguado.
O alto índice de crescimento que a China manteve até há pouco tempo, permitiu enormes investimentos em África, com concessão de créditos e compra de matérias-primas em grande escala.
África é também um vasto mercado consumidor de produtos chineses. O comércio da China com a África aumentou para $ 220.000.000.000 de apenas 10 bilhões em 2000, três vezes superior que o volume do comércio dos Estados Unidos com o continente.
Dados recentes, de Julho deste ano, apontam que houve uma queda de 40% no valor das importações chinesas de África em comparação com o ano anterior.
Fathom Consulting realizou uma análise das ligações entre os 19 países africanos e a China, e os classificou de acordo com a forma como eles são expostos a desaceleração da China. De acordo com esta análise, Moçambique é o oitavo país mais vulnerável.

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