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Moçambique investiu USD 3,2 mil milhões no sector de energia em 2014


O sector de energia foi o que maior investimento recebeu em 2014 nos projectos realizados através do Centro de Promoção de Investimentos de Moçambique (CPI), captando mais de 3238 milhões de dólares em apenas cinco empreendimentos.

Os dados do CPI indicam que o sector foi responsável por 45,6% do montante total de investimentos aprovados pela agência governamental, que atingiram 7102 milhões de dólares, sendo referentes a 487 projectos.
Com um custo de 1072 milhões de dólares, o projecto da Hidroeléctrica de Lupata, no rio Zambeze, foi o que maior investimento recebeu, tendo origem nas Maurícias, sendo seguido pelo da central termoeléctrica Acwa Power Moatize, em Tete, orçado em 907,7 milhões de dólares, investidos através dos Emirados Árabes Unidos.
Também no rio Zambeze e com financiamento das Maurícias, a Hidroeléctrica de Boroma teve um investimento de 572,5 milhões de dólares, enquanto o da Central Termoeléctrica do Buzi, na província de Sofala, recebeu 421 milhões de dólares, com origem em Portugal.
Atrás do sector de energia, o dos Serviços contou 134 projectos de investimento no montante global de 809,5 milhões de dólares, tendo o dos Transportes e Comunicações recebido 684,1 milhões de dólares, que se referem a 108 projectos.
O sector de Agricultura e Agro negócio, com 44 projectos, foi o quarto com maior investimento (637,1 milhões de dólares), seguido pelo do Turismo e Hotelaria (598,1 milhões), Aquacultura e Pescas (513,9 milhões), Indústria (338,9 milhões), Construção e Obras Públicas (275,8 milhões) e Banca e Seguradoras (seis milhões de dólares).
Em declarações à Macauhub em Maputo, o director-geral do CPI, Lourenço Sambo, associou a “explosão de investimentos nos sectores dos Serviços e Transportes e Comunicações” ao “desafio de fornecer serviços de logística” ao sector dos recursos minerais, “a começar pelo carvão”, além das necessidades energéticas do país, que explicam os grandes empreendimentos de produção de energia.
E, neste contexto, explicou por que razão a província de Tete, onde se encontra a região carbonífera de Moatize, recebeu a maior fatia do investimento aprovado (2739 milhões de dólares), tendo atrás a de Maputo Cidade (1281 milhões), Sofala (1132 milhões) e Cabo Delgado (1066 milhões), esta última onde várias multinacionais se preparam para avançar com megaprojectos de exploração de gás natural.
 “Com as descobertas de gás, também temos de acelerar o desenvolvimento de infra-estruturas, como estradas, ferrovias, portos e aeroportos, e foi toda esta combinação que criou esta explosão nos investimentos em 2014”, salientou Lourenço Sambo.
Relativamente às demais províncias, a de Maputo Província contou com investimentos de mais de 405 milhões de dólares, seguida pela da Zambézia (107,7 milhões de dólares), Manica (24,9 milhões), Inhambane (21,9 milhões), Nampula (19,8 milhões) e Niassa (pouco mais de dois milhões de dólares).
Entre os 44 362 postos de trabalho que poderão potencialmente vir a ser criados pelos 487 projectos aprovados pelo CPI, o sector da Agricultura e Agro-negócio é o que mais de destaca, com 9119 empregos, embora seja a província de Maputo Cidade que terá o maior número de oportunidades laborais, com 11 681 possíveis empregos, o que representa 26,3% do total.
Com vista à atracção de mais investimentos estrangeiros, o CPI prevê realizar campanhas promocionais em países como o Japão, a Rússia, a Checoslováquia e a Polónia durante 2015, tencionando abrir a curto prazo delegações em Pequim, Brasília e Singapura, que se irão juntar às de Pretória e Bruxelas, informou ainda Lourenço Sambo.
Fonte: Macauhub/MZ

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