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Curso de Medicina arranca em Cabo Verde


O primeiro curso de Medicina em Cabo Verde arranca no próximo ano lectivo 2015/2016, com 25 alunos, garantiu nesta quinta-feira, na Cidade da Praia, a reitora da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), Judite Nascimento.

Em declaração à imprensa, após ter sido recebida em audiência pelo chefe do Governo, José Maria Neves, a responsável adiantou que o curso será ministrado em parceria com a da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (Portugal), e que os primeiros três anos não clínicos serão feitos na Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), e os restantes dois em Portugal.
 “Após a conclusão da fase clínica, os alunos regressam a Cabo Verde para terem o contacto directo como os hospitais nacionais”, disse a reitora, sublinhando que o projecto científico e pedagógico foi montado numa parceria com os hospitais e Universidade de Coimbra.
Judite Nascimento explicou que nos três primeiros anos o curso será ministrado por vários docentes da Universidade de Coimbra e será acompanhado por um professor cabo-verdiano.
Contudo, adiantou que o primeiro curso terá início com 25 estudantes com “média superior a 17 valores, com notas altas” em disciplinas nucleares como Biologia e Matemática.
Segundo Judite Nascimento, a ideia é fazer com que os alunos tenham contacto com a realidade nacional e internacional, tendo em conta que o objectivo é preparar médicos de clinico geral, não só para corresponder à demanda do sistema nacional, mais também para que possam exercer em qualquer país.
Acredita que curso será “muito bem-sucedido” e que irá ultrapassar as expectativas da universidade, já que a Uni-CV, em parceria com o Ministério da Saúde e a Direcção Nacional da Saúde, está a trabalhar na procura de soluções para garantir que o curso tenha a “maior qualidade”.
Acrescentou que neste momento a instituição está a negociar com outras universidades parcerias no domínio da saúde, garantindo assim a participação dessas faculdades em eventos e cursos de curta duração para área específica da saúde, programas científicos e pedagógicos, que “contribuirão para elevar a qualidade” do curso.
Um dos pontos abordados durante a conversa com o primeiro-ministro foi o novo campus da instituição, obra que será executada pelo governo da China, mas também a relocalização da Escola de Negócios e Governação e a situação financeira da Uni-CV.
Segundo indicou, a estrutura da universidade é vulnerável, tendo em conta que dos cinco mil estudantes, cerca de mil estão em situação irregular, ou seja estão a estudar mas não pagam a propina e não estão inscritos.
Referiu que o Governo participa apenas com 34 por cento (%) e a instituição tem de arrecadar 66% das receitas, salientando que neste momento a Uni-CV lançou um desafio aos alunos para  regularizarem a situação de propinas e de inscrição até final deste mês.
Fonte: Inforpress

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