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Brasil: Adolescente suspeito de terrorismo é apreendido em Goiás

Brasil: Adolescente suspeito de terrorismo é apreendido em Goiás

A Polícia Federal brasileira (PF), em conjunto com a Polícia Civil de Goiás, cumpriu na sexta-feira, 29 de Julho, mandado de internação do menor envolvido na Operação Hashtag, que investiga a possibilidade de atentados terroristas durante a Olimpíada por brasileiros ligados ao Estado Islâmico.

Segundo a PF, depois de verificar a participação de um adolescente de 17 anos no grupo de investigados, entrou em contacto com as autoridades de Goiás, onde o menor reside, e o Juizado da Infância e Juventude do estado determinou o recolhimento do menor em instituição pública.
A Operação Hashtag foi deflagrada em 21 de Julho e levou 12 pessoas à prisão. Identificadas por discursos de ódio feitos em redes sociais, algumas delas teriam feito juramento ao Estado Islâmico pela internet. Todos cumprem prisão temporária por 30 dias no presídio federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. O último a ser preso foi o mecânico Leonid El Kadre de Melo, em Comodoro, a 656 km de Cuiabá, em Mato Grosso.
Um amigo dele, Valdir Pereira da Rocha, havia se entregado à polícia alguns dias antes em no município de Vila Bela da Santíssima Trindade (MT), onde os dois cumpriam pena em regime semiaberto por roubo e homicídio. Os dois se teriam convertido ao islamismo em presídios do Tocantins. Leonid chegou a se casar numa mesquita em 2015, depois de ter passado algum tempo distante da religião. A família de Leonid afirma que ele estava à espera da guarda do filho de 4 anos para voltar a viver perto da família, que mora no Tocantins. A momento em que efectuou as prisões, a PF fez buscas e apreensões nos endereços dos envolvidos para recolher indícios que possam comprovar se o grupo de fato pensava em algum tipo de ataque terrorista. Uma das pessoas teria mencionado a intenção de comprar um fuzil AK-47 em uma loja clandestina no Paraguai e feito consulta pela internet.
Além de postar mensagens radicais em redes sociais, o grupo se comunicaria por meio de aplicativos de mensagem, como WhatsApp e Telegram.
A Defensoria Pública da União no Paraná está defendendo 10 dos 12 presos da Operação Hashtag. Em nota divulgada nesta sexta-feira, a instituição vai recorrer ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região — que engloba os estados do Sul do país — pelo indeferimento do pedido da Defensoria pela transferência dos presos da Penitenciária de Campo Grande para a prisão de Curitiba, onde estão os indiciados da Lava Jato.
A decisão foi do juiz da 14ª Vara Federal de Curitiba, Marcos Josegrei da Silva, que expediu os mandados de prisão da operação. A Defensoria alega que há dificuldades na defesa dos suspeitos pela distância de cerca de mil quilómetros entre Campo Grande e Curitiba. Além disso, há queixas na demora de se obter documentos a fim de agilizar o processo. Segundo a instituição, há ainda pertences pessoais de parentes dos indiciados, como celulares, que ainda estão apreendidos.
Fonte: oglobo.com

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