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Angola abranda para 3,3% e precisa de crescimento inclusivo

Angola abranda para 3,3% e precisa de crescimento inclusivo

Angola deverá ver o crescimento abrandar para 3,3% este ano devido à quebra dos preços do petróleo, devendo apostar na diversificação da economia, implementando políticas que fortaleçam o desenvolvimento humano e o crescimento equitativo.

De acordo com o relatório African Economic Outlook (AEO), divulgado hoje na capital da Zâmbia pelo Banco de Desenvolvimento Africano, Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico e pelas Nações Unidas, Angola vai abrandar de 3,8% no ano passado para 3,3% este ano, recuperando ligeiramente para 3,5% no próximo ano.
"Políticas para acelerar a diversificação económica e fortalecer o desenvolvimento humano e o crescimento equitativo são necessárias para reduzir a vulnerabilidade aos choques externos", lê-se no documento, que atribui o abrandamento económico à descida dos preços do petróleo desde o verão de 2014.
"Os recursos naturais de Angola ajudaram a atrair investimento direto estrangeiros e asseguraram um crescimento económico forte durante a última década, mas a economia passou por um enorme choque estrutural por causa dos preços mais baixos do petróleo, e as previsões para os próximos anos continuam envoltas numa grande incerteza sobre a evolução das exportações de petróleo angolanas e preços das matérias-primas nos mercados internacionais", lê-se no documento.
Em janeiro, o Governo lançou uma estratégia para mitigar os efeitos da crise, tendo como objetivo principal encontrar fontes de financiamento para lá do petróleo, e o AEO defende que "a agricultura deve desempenhar um papel crucial na aceleração das exportações angolanas e na geração de lucros em moeda estrangeira".
O objetivo do Executivo angolano, que recebe em junho a visita do Fundo Monetário Internacional para negociar um Programa de Financiamento Ampliado, é "potenciar os investimentos nas infraestruturas, a redução gradual das importações, o aprofundamento das reformas no setor financeiro, o desenvolvimento do conhecimento e a melhoria do ambiente empresarial", lê-se no relatório, que nota, ainda assim, várias dificuldades.
"Apesar destas reformas, a moldura regulamentar ainda precisa de ajustamentos para melhorar o ambiente empresarial, e a desigualdade no rendimento, o desemprego e a pobreza continuam a ser um desafio para Angola", que tem também de enfrentar "os persistentes desequilíbrios regionais".
Fonte: Lusa

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